Falta de oxigênio vista em Manaus pode se alastrar pelo país, dizem especialistas

Na primeira onda de Covid-19, no ano passado, o consumo de oxigênio era de 30 mil metros cúbicos em Manaus, patamar muito acima do registrado antes da pandemia. Agora, segundo a White Martins, empresa que tem a maior fatia do mercado, a demanda já chegou a 70 mil metros cúbicos diários, quase três vezes a capacidade de produção da empresa na cidade.
A White Martins produz 25 mil metros cúbicos diários e está ampliando esse patamar para 28 mil metros cúbicos, além de deslocar oxigênio de outras sete fábricas do país. A empresa recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para reduzir temporariamente o percentual de pureza do oxigênio de 99% para 95%, o que facilitaria o aumento da produção.

No dia em que o colapso da saúde em Manaus, capital do Amazonas, ficou evidente diante da transferência de pacientes com Covid-19 para outros estados e o fim do oxigênio para tratar os doentes do estado, brasileiros por todo o Brasil foram às janelas bater panelas e protestar contra o presidente Jair Bolsonaro. No dia 15 de janeiro de 2021, o Brasil registrou 1.131 novos óbitos, 113 deles no Amazonas, e chegou a 208.291 vidas perdidas desde o início da pandemia. 
Também foram registrados 68.138 novos contágios, totalizando 8.394.253 brasileiros que já foram infectados com Covid-19.

 

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